segunda-feira, 30 de maio de 2011

Suspiro



O violino chora a cadência que me embala esta noite...
Ao longe, oiço o som de passos indistintos, escondidos na bruma, que vagueiam em redor sem no entanto se aproximarem...

O sino toca e as badaladas ecoam na noite. A Lua ilumina palidamente as árvores, escondendo-se nas nuvens plúmbeas a cada suspiro meu.

O violino hipnotiza, canta e encanta, geme e estremece, emocionando a aragem que vagueia na noite estrelada, propagando a sua melopeia através do tempo...

Danço ao som da cadência que me embala, de mãos dadas aos sonhos que me preenchem a solidão.

Através da janela entreaberta, o luar acaricia-me a pele, timidamente, os meus olhos reflectem um sorriso imaginário e longínquo enquanto os lábios te chamam a meia voz... Para que me embales esta noite...

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Madrugada



Fecha os olhos,
Inspira a madrugada
Que nos chama,
Dá-me a tua mão.

Viaja nos sonhos,
Percorre os segredos
Que acariciam o desejo.

Cativa-o, e libertarás o êxtase.


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quarta-feira, 18 de maio de 2011

Deixa que a Chuva te Lave a Alma

Deixa que as lágrimas
Te apurem os sentidos
Guiando os teus passos
Por trilhos perdidos…

Deixa que o luar
Afaste a escuridão
Que te afague a face
Tremente de emoção…

Deixa que a floresta
Te sare as feridas
Mitigando a saudade
Das noites perdidas…

Deixa que a chuva
Te lave a alma inquieta
Dissipando a solidão
Na nudez desperta…