quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Farrapos de Tempo



Dispensas-me
Farrapos do teu tempo,
Alheio ao espinho
Que se crava lenta e
Profundamente na carne...
Ignoras o fio quente e rubro
Que escorre da ferida
Na qual se desilude a esperança...
Tento abraçar a névoa
Que por mim passa
E se dissipa,
Se desfaz em nada.
Será que oiço
O eco dos meus suspiros
Ou será a tua voz
Há muito perdida?
Nada oiço.
Nada vejo.
Somente o vazio
Do meu lado do espelho,
De onde contemplo
O teu universo de 
Guerreiros incorpóreos,
Que me roubaram
O nosso tempo.

5 comentários:

Lady Candlelight disse...

Gostei bastante de ler este texto...muitas vezes sinto estar a ver algo a passar-me ao lado como que tomada por um mutismo estranho

Continua com as boas publicações

Maria Alves disse...

É mesmo...
Parabéns por este texto, está absolutamente fantástico :)

Killer disse...

Muito bom!
Talento é uma coisa que não se acha por ai, só aqui, hehehe

Anónimo disse...

Ei! Muito bom o que se escreve por aqui...

Mouro

★★ GIZA ★★ disse...

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