domingo, 10 de março de 2013

Silêncio...


Silêncio,
Por não inventar palavras
Que revelem a verdadeira
Dimensão da saudade….

Silêncio,
Que prossegue estático
Quando apesar do abraço
O espírito se sente incompleto…

Silêncio,
Quando o pensamento adeja
Num ápice vertiginoso
Desobedecendo-me cegamente…

Silêncio,
Que me acomete e subjuga
Sem solicitar consentimento
E se imortaliza no infinito…

Silêncio,
Essa afago melancólico
Que se detém no tempo
Ampliando o vazio…

Silêncio,
Meu oásis acolhedor
Que me sacia a vida
No meio da tormenta…

Sorrio neste silêncio,
Aguardando o devir.

2 comentários:

Vane disse...

Lindo poema.. fizeste belas e verdadeiras considerações sobre o Silêncio..
Parabéns pela postagem!
Um grande abraço, e até breve..

Renan Tempest disse...

Oh, que belas e encantadoras são tuas palavras!