sábado, 19 de janeiro de 2013
Metrópole
O trânsito flui ordenadamente, nesta noite. As luzes e as estrelas iluminam a metrópole, que se prepara para nos acolher no seu abraço. O ar tépido que me envolve, lembra-me o calor das tuas mãos, o fogo no teu olhar, o riso inquieto que me alcança com astúcia, e me deslumbra com a sua beleza.
O luar segue-me, acompanha-me nesta viagem que se vislumbra, o teu semblante curioso, sedutor, indica timidamente o caminho, inspirando emoções intensas que se mantêm latentes, a aguardar o acelerar das pulsações e o culminar dos ternos beijos que pairam na imaginação dos deuses.
sábado, 12 de janeiro de 2013
Floresta
O céu cinzento, entristecido, incompleto, irradia uma luminosidade melancólica que se entranha.
Avanço através da floresta por um caminho sinuoso, pejado de árvores frondosas cuja sombra me abraça num prazer aconchegante. As salamandras acompanham-me na vigília através de pequenos sinais, indicando passagens secretas que desembocam em clareiras mágicas, momentos nos quais a plenitude invade a alma e a sintonia nos entrelaça.
O olhar mantem-se perdido no tempo, recordando palavras, ateando fogueiras, vogando pelos mistérios da floresta. As sensações ascendem, transcendendo o mundano, abandonando a realidade para mergulhar num frémito que se apodera, no infinito ao alcance do toque, no desejo que se manifesta.
A paisagem serena da clareira contrasta com a convulsão de emoções que nascem do encontro inesperado do destino. Repouso num leito verde de vida e o cabelo rubro cintila, criando notas iridiscentes no crepúsculo.
A floresta é agora o meu refúgio, nela me completo, nela me perco e encontro, nela me aprisiono à liberdade, sem receios.
terça-feira, 8 de janeiro de 2013
Sombras
Nas sombras, o tear confunde o destino.
A madrugada jaz adormecida no leito, enquanto o sonho busca a liberdade.
Sem amarras ou limites, sem destino ou fronteiras, somente a
chama renascida do nada que foram cinzas, buscando a luz no outro lado do
espelho…
Com o pensamento nas mãos e o destino ao sabor da brisa, sinto-me finalmente viva.
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sábado, 5 de janeiro de 2013
Tempo que se arrasta
Os segundos arrastam-se penosa e lentamente, como que indecisos, incertos do futuro, da decisão a tomar, do caminho a seguir...
Podem avançar velozmente rumo ao próximo encontro, para a luz, qual raio de sol que aquece, faz vibrar os sentidos e anima o ser.... A cada dia que avança, o minuto do reencontro é aguardado com ânsia redobrada, a mente deambula, mas o coração pula até à estratosfera, como que admoestando , lembrando que há algo, alguém, cuja ausência se tornou dolorosa. Como que um vazio que sufoca, oprime e obriga pensamentos e emoções a convergir apenas numa direcção...
Porém, é doce o saborear a mais pequena lembrança dos sentimentos espelhados no olhar, transmitidos em contactos subtis de pele ardente e alma exaltada, num toque que se quer prolongar para além do tempo, que se impregna no âmago do ser... Os corpos aproximam-se instintivamente, sem que tomem verdadeira consciência do magnetismo que os atrai... Puros os instintos, complicada a mente.....
Os segundos arrastam-se, os relógios conspiram, a noite prolonga-se indefinidamente... Tento adormecer para que o tempo voe, mas o luar não te substitui...
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quinta-feira, 3 de janeiro de 2013
Máscaras
Fecho os olhos,
Embalada pela brisa
Que me aconchega,
Me abraça e aquece,
Me faz rodopiar
Num turbilhão cego
De emoções revoltas...
A melancolia suspira
Perdida no teu sorriso,
O inverno da alma
Contrasta com a euforia
Do desejo latente
Que clama liberdade...
Não te percas agora,
Não te afogues
Na banalidade
Que nos persegue...
Deixa cair as máscaras,
Revela-te por inteiro
Na pureza inconsequente
Que me cativa,
Saboreia o inesperado
E segue-me...
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Embalada pela brisa
Que me aconchega,
Me abraça e aquece,
Me faz rodopiar
Num turbilhão cegoDe emoções revoltas...
A melancolia suspira
Perdida no teu sorriso,
O inverno da alma
Contrasta com a euforia
Do desejo latente
Que clama liberdade...
Não te percas agora,
Não te afogues
Na banalidade
Que nos persegue...
Deixa cair as máscaras,
Revela-te por inteiro
Na pureza inconsequente
Que me cativa,
Saboreia o inesperado
E segue-me...
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quarta-feira, 2 de janeiro de 2013
segunda-feira, 17 de dezembro de 2012
Desnuda
As folhas das árvores
Pintadas de vermelho
Choram com o céu,
O Inverno aproxima-se
Com um suspiro gelado,
Que despe a realidade
De certezas,
Deixando inquieto
O sono dormente
Que se apodera
Do tempo vazio.
As árvores desnudas
Expostas à intempérie
Aguardam silenciosas
O porvir sedento
De vida, numa litania
Muda, expectante,
Pejada de imagens
Que se sucedem,
Ambíguas, carentes,
Sequiosas do calor
De um reencontro.
sexta-feira, 14 de dezembro de 2012
Néctar
O néctar de Baco desfaz as cortinas de névoa que ofuscam a essência do ser… Revela o brilho que irradia do sorriso enigmático que me envolve … Coloca ao meu alcance o possível e o impossível, o real e o desejo, o sonho e a volúpia…
A noite ganha outras cores, o negro reveste-se de mistério e encanto, aquecendo-me…
Brado à chuva e ao vento rodopiando de braços abertos, ascendendo ao infinito no teu encalço.
Quando, inebriada, estou prestes a afagar o teu rosto, a visão esfuma-se devolvendo-me à realidade insípida da distância…
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terça-feira, 11 de dezembro de 2012
Murmúrio...
Um murmúrio salgado chama da escuridão, insinua-se em toques subtis dançando sob a luz vermelha.
A chama devora a película revelando a intimidade da cor, a sofreguidão da pele, a vida no olhar.
Naquele momento, a alma sacia-se perdida do tempo, a teia brilha, aconchegante, envolvendo memórias e presente.
O murmúrio intensifica-se ressoando na imensidão do sonho:
Ela deixou de estar só...
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quinta-feira, 6 de dezembro de 2012
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